<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Este blog traz a cobertura jornalística da SBPC pela equipe da Secretaria de Comunicação da Universidade de Brasília</description><title>UnB na 64ª SBPC</title><generator>Tumblr (3.0; @unbnasbpc)</generator><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/</link><item><title>Balanço: envolvimento da comunidade na SBPC supera expectativas</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7u5uiXeKB1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A apropriação dos saberes populares pela ciência e uma efetiva integração entre a cultura tradicional e a comunidade científica. Esse foi o grande eixo que orientou os debates ocorridos em 55 mesas redondas, 48 conferências, 46 minicursos e cerca de 4 mil painéis com resultados de pesquisa apresentados na 64ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na cidade de São Luís, Maranhão. O propósito foi buscar soluções inovadoras e factíveis para o enfrentamento da pobreza e desigualdade social no país. Com mais de 25 mil pessoas circulando por dia e 11.912 inscritos de 700 cidades do país, o maior congresso científico da América Latina foi encerrado, nesta sexta-feira, 27 de julho, com uma avaliação positiva da coordenação nacional do evento.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Nossa reunião foi um sucesso. Não apenas os números impressionam, mas uma participação engajada e tocante das pessoas mais diversas, desde estudantes e professores a curiosos e pessoas simples da comunidade”, afirmou Helena Nader, presidente da SBPC. “Não só discutir, mas assegurar a educação, com as suas mais variadas interfaces, é dever e missão máxima de todos nós. Sem dispor de educação, é impossível ser cidadão”, disse.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao contar de uma intervenção de uma jovem em sua palestra no penúltimo dia do congresso, a conselheira da SBPC, a professora do Instituto de Biociências da USP, Regina Markus, deixou um depoimento marcante: “Muito me impressionaram as questões de ótimo nível levantadas por uma moça. Quando lhe perguntei sobre seu curso, ela me revelou que sequer prestou vestibular”. Para a pesquisadora, “nossa missão não é ensinar as pessoas a pedir, mas principalmente a questionar e perguntar”. &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img height="348" src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7q97b6F6g1rbe3d2o3_1280.jpg" width="499"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Estimativas apresentadas pelo reitor da UFMA, Natalino Salgado Filho, mostram que, a cada dez participantes, apenas três estavam inscritos. “O acesso livre e democrático popularizou ainda mais o congresso”, afirmou, atestando o envolvimento de comunidades pobres do bairro Bacanga, no entorno da universidade.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;JOVENS CIENTISTAS  - Apesar das instalações excessivamente quentes e inadequadas, com infraestrutura precária, os 72 jovens cientistas da UnB não declinaram de seu propósito de expor seus resultados de pesquisa em praticamente todas as áreas de conhecimento, buscando  e buscar a esperada interlocução multidisciplinar com outros pesquisadores. As três horas previstas para cada estudante apresentar seu pôster tiveram de ser abreviadas por causa do calor excessivo, que chegava a 40 graus. Para o diretor de Fomento à Iniciação Científica da UnB, Mário César Ferreira, responsável pela delegação de Brasília, a experiência valeu: “sem dúvida, saímos mais ricos e fortalecidos a partir dessas interações”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img height="348" src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7s6hg5Qst1rtbf6l.jpg" width="499"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A plataforma da educação foi publicamente defendida nos principais fóruns de discussão do congresso. Em sua conferência “Dependência é morte: propostas para o Brasil no século XXI”, o presidente de honra da SBPC, o físico Sérgio Mascarenhas, levantou a bandeira de 50% da destinação dos recursos dos royalties do pré-sal para educação, ciência e tecnologia. Nesse sentido, circulou pelo congresso um abaixo-assinado para levantar adesões à proposta, que também inclui a aplicação de 10% do PIB para a educação – projeto que ainda depende de aprovação pelo Senado. A expectativa é que o documento some, no mínimo, 15 mil assinaturas, estima Helena. O quantitativo de assinaturas ainda não foi consolidado pela coordenação da SBPC.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;COTAS E AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA - Em relação à controvertida questão das cotas e a posição da SBPC frente ao projeto de lei 180/2008, do Senado Federal, o qual destina metade das vagas das universidades aos estudantes do ensino médio em escolas públicas, independentemente de vestibular, Helena Nader reiterou que “está ocorrendo um grande mal entendido”. Segundo ela, “o princípio da autonomia universitário é historicamente defendido por nós. Apoiamos inclusive alguns modelos de cotas e outros tipos de ações afirmativas adotadas nas instituições públicas de ensino superior”. Conforme avalia, “devemos prosseguir lutando por um ensino básico de qualidade no Brasil. Não é justo que seja prerrogativa das escolas do Ensino Médio definir quem entra na universidade”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img height="348" src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o2_1280.jpg" width="499"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;INSTITUTOS DE PESQUISA - Logo no primeiro dia do congresso, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, externou sua preocupação com a definição dos papéis assumidos pelos institutos de pesquisa. Para ele, esses centros devem cumprir funções distintas das exercidas pela universidade. Aproveitou o evento também para anunciar o lançamento de satélites pela Agência Espacial Brasileira. “Queremos contribuir para a inovação tecnológica nas indústrias brasileiras da mesma forma que a Embrapa já faz com a agropecuária”, afirmou, defendendo ainda o fortalecimento da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii),  criada no início do ano. &amp;#8220;Por enquanto estou ministro. Sou, mesmo, pesquisador. Minha bancada sempre será a dos laboratórios e meu partido, o da comunidade científica&amp;#8221;, destacou.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img height="348" src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o8_r1_1280.jpg" width="499"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A economia solidária – e todas as atividades que envolvem as tecnologias sociais e os serviços e produções gerados pelas comunidades tradicionais - também foi elogiada pela coordenação do evento. “Foi muito interessante perceber como a ciência pode induzir e colaborar na expansão dos saberes populares. Sem dúvida, a SBPC não acaba aqui, neste último dia, mas prossegue em cada sementezinha de curiosidade e inquietação deixada”, finalizou Helena Nader.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Fotos: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28144800224</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28144800224</guid><pubDate>Fri, 27 Jul 2012 17:04:00 -0300</pubDate></item><item><title>Sustentabilidade, inovação e diversão na 20ª edição da Expotec</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img height="348" src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o3_1280.jpg" width="499"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sustentabilidade, inovação e diversão. Uma vasta e diversificada mostra de ciência e tecnologia, reunindo 130 instituições e 800 expositores de todo país, atraiu cerca de 10 mil pessoas por dia na 64ª Reunião da SBPC. Em seis mil metros quadrados, a Expotec, em sua 20ª edição, foi o espaço da popularização da ciência. Centenas de inventos criativos e inciativas inovadoras foram apresentados em estandes montados por diversas universidades, institutos de pesquisa, centros de tecnologia, fundações de amparo à pesquisa e agências de fomento.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Com apenas onze anos de idade, Marina Soares, da cidade maranhense de Imperatriz, a quase 700 quilômetros de São Luís, convenceu sua família a visitar a exposição. “Nunca vi tantas coisas incríveis juntas em um único lugar”, relatou. Aluna do quinto ano do Ensino Fundamental, contou ter gostado especialmente da aula que teve sobre eclipses lunares e a observação das estrelas no Laboratório Nacional de Astrofísica. Sua mãe, Alzira, falou de sua satisfação com o encantamento da filha: “tenho a impressão de que minha menina será cientista”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img height="348" src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o5_1280.jpg" width="499"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Já o jovem Madiano Marcheti, estudante de cinema, da PUC do Rio de Janeiro, estava na mostra como expositor da Academia Brasileira de Ciências (ABC), entidade independente, fundada em 1916 e que congrega mais de 700 membros de todas as áreas de conhecimento. “Estou muito bem impressionado com o interesse das pessoas em conhecer mais sobre a contribuição dos cientistas brasileiros para a sociedade”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Projeto da ABC voltado para os jovens também atraiu a curiosidade do público. O site &lt;a href="http://www.proficiencia.org.br/"&gt;&lt;a href="http://www.proficiencia.org.br"&gt;www.proficiencia.org.br&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; tem como objetivo motivar as novas gerações a ingressar nas carreiras científicas. “São muitos depoimentos de cientistas desmistificando a ideia de que a ciência é algo árido, difícil, impossível, já que, em geral, os alunos do ensino médio não são estimulados nesse sentido”, avalia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro estande muito visitado foi o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e o produto que suscitou mais curiosidade foi o algodão colorido desenvolvido por seus pesquisadores.  Esse tipo de algodão já nasce com cor, ou seja, sem a necessidade de tingimento químico. Isso faz com que haja uma economia de 70 por cento da água, que seria consumida no processo convencional de acabamento.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img height="348" src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7oqfuDyU71rbe3d2o1_1280.jpg" width="499"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;No espaço montado pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a repercussão controlada da energia nuclear no corpo humano e a propriedade dos radiofármacos (substâncias radioativas) a serviço da saúde estavam sendo apresentados. “São 2,3 milhões de procedimentos médicos realizados por ano”, explica Eliane dos Santos.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Experimentos com robótica, tecnologias em terceira dimensão e protótipos microeletrônicos puderam ser conferidos no espaço Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, outra unidade do MCTI. No espaço do Centro Brasileiro de Pesquisas Científicas uma fila de jovens e crianças esperava a vez de experimentar o giroscópio, uma plataforma com cadeira giratória usada para determinar o controle de altitude dos satélites.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img height="348" src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o4_1280.jpg" width="499"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;O Instituto Nacional de Tecnologia marcou presença na Expotec apresentando soluções tecnológicas criativas. Como exemplo, as novas embalagens desenvolvidas com o propósito de evitar desperdícios de frutas e hortaliças. “Trinta e nove por cento das frutas e hortaliças do país não chegam à mesa do consumidor. Por isso, é fundamental trabalhar na logística da distribuição”, avalia o expositor Maurício Moutinho.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Fotos: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28136123088</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28136123088</guid><pubDate>Fri, 27 Jul 2012 14:41:00 -0300</pubDate></item><item><title>A melodia da ciência</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7txhnPju11rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sei que a arte é irmã da ciência, ambas filhas de um deus fugaz”. A partir da afirmação do compositor Gilberto Gil, o físico Ildeu de Castro Moreira deu início a uma viagem pelas inspirações científicas na música popular brasileira. Ildeu, que é o responsável pela área de divulgação científica do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mostrou, em conferência na manhã desta sexta-feira, na SBPC, como os dois campos aparentemente distintos estão mais próximos que se imagina.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“Nós precisamos entender como as pessoas vêem e entendem a ciência para poder criar uma cultura científica”, defende. &amp;#8220;Para o cientista, uma das melhores formas de fazer isso é olhar para a produção musical brasileira&amp;#8221;. Segundo ele, a ciência apareceu como tema de composições no país muito mais vezes do que se pensa. “Basta ver que o primeiro samba, &lt;em&gt;Pelo telefone&lt;/em&gt;, fala do impacto de um avanço tecnológico na vida das pessoas”, destaca.&lt;br/&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;br/&gt;Ildeu apresentou para uma platéia atenta músicas que ilustram como a ciência marca presença no repertório nacional de variadas formas. Os exemplos tocavam homenagens a cientistas célebres, como a canção que Eduardo Neves compôs para Santos Dumont ainda em 1903, antes do primeiro avião inventado pelo carioca sair do chão. Ou &lt;em&gt;Ciência e Arte&lt;/em&gt;, parceria de Cartola e Carlos Cachaça de 1948: “Cientistas tu tens e tens cultura/ É neste rude poema destes pobres vates/ Há sábios como Pedro Américo e Cesar Lattes” cantavam os versos que exaltavam o pintor brasileiro do século XIX e o cientista curitibano que com apenas 23 anos havia se notabilizado como um dos descobridores da partícula subatômica méson pi.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;INSPIRAÇÃO -&lt;/strong&gt; As letras se inspiraram, por vezes, nos próprios conceitos científicos. “Traço um traço ao lado do traço/ Na diagonal da diagonal/ Fractal”, diz o músico César Nascimento, maranhense de criação, em música de 1995 que brinca com a descoberta matemática que permite descrever formas geométricas complexas e ramificadas da natureza – como os galhos de uma árvore ou o pulmão humano. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;As canções também não deixam de criticar as consequências nefastas do desenvolvimento tecnológico, como lembra Ildeu ao trazer os versos cortantes de Rosa de Hiroshima, composta por Vinícius de Moraes e celebrizada na voz de Ney Matogrosso. “Mas, oh, não se esqueçam/ Da rosa da rosa/ Da rosa de Hiroshima (&amp;#8230;) /A rosa radiotiva/ Estúpida e inválida”. Para o pesquisador, o senso crítico dos artistas são um alerta para quem faz ciência. “Esses versos nos lembram que a ciência também pode matar. Quarenta por cento das pesquisas do mundo ainda são voltadas para guerra”, diz.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ildeu explicou ainda como a ciência e a música têm muitas afinidades e já foram mais íntimas uma da outra no passado. “Até a idade média a música era ensinada como parte da matemática”, conta. “Para Kepler, por exemplo, os movimentos do sistema solar eram regidos por uma harmonia musical. Duas de suas leis sobre o movimento dos astros partiram dessa ideia”. O físico e professor da UFRJ defende que essa perspectiva musical de ver a ciência seja levada para as escolas como forma de despertar o interesse pelo conhecimento. “Temos que combater aquela ideia de que a ciência é uma coisa fechada e sem sentimento”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Francisco Brasileiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Foto: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28134594321</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28134594321</guid><pubDate>Fri, 27 Jul 2012 14:14:00 -0300</pubDate></item><item><title>As virtudes do babaçu</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7shhyu0O31rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O babaçu, também conhecido como coco-de-macaco ou coco-de-palmeira, é considerado um dos símbolos do Maranhão. Com múltiplos usos, a planta pode fornecer desde óleo de cozinha extraído de suas amêndoas até insumos para construção. Outra virtude da planta é ajudar no combate a Leishmaniose, como mostra conclusão de estudos conduzidos pelo grupo de pesquisa Farmacologia, Imunologia e Toxicologia de Produtos Naturais e apresentados em conferência na tarde desta quinta-feira na reunião da SBPC.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Segundo testes experimentais apresentados por Maria Nilce de Sousa Ribeiro, farmacêutica e pesquisadora do grupo, a planta tem uma ação de fortalecimento da defesa do organismo contra a doença. “O babaçu não ataca diretamente o protozoário causador da leishmaniose, mas pode facilitar uma resposta imunológica contra a doença”. Maria Nilce explica que a planta pode ser combinada com outras substâncias que combatam diretamente o micróbio.&lt;br/&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;br/&gt;O grupo de pesquisa maranhense trabalha no desenvolvimento de estudos e metodologias que visam à utilização segura de plantas e produtos medicinais conhecidos pela cultura popular sob diversas formas de preparo, como chás, infusões e xaropes. Em particular, Maria Nilce revela a importância do babaçu para as comunidades do Maranhão: “Sessenta por cento dos babaçuais do mundo estão no Maranhão: são 300 mil famílias que dependem do aproveitamento do babaçu”, diz .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além do babaçu, Maria Nilce e outros dois pesquisadores, Luce Maria Brandão Torres, Centro de Pesquisa em Ecologia e Fisiologia e Antonio José Lapa, da Universidade Federal de São Paulo, apresentaram os resultados de testes feitos com plantas típicas do norte do país, como a &lt;em&gt;Quassia amara&lt;/em&gt; – usada no tratamento de malária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Francisco Brasileiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Foto: Mariana Amaro/INFO Online&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28083179323</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28083179323</guid><pubDate>Thu, 26 Jul 2012 19:36:00 -0300</pubDate></item><item><title>Entre estrelas e saberes indígenas</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7shf0q1OC1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;As constelações vêm gerando conhecimento para os povos indígenas ao longo dos séculos. A significação dos fenômenos astronômicos nos mitos e ritos e o modo como os saberes desses povos orientam e organizam suas comunidades foram expostos, nesta quinta-feira, 26, por reconhecidos especialistas na área.  &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;O matemático, físico e astrônomo Walmir Cardoso, da PUC de São Paulo, apresentou como a influência das estrelas na Terra foi notada pelo povo Tukano, no Alto Rio Negro, resultando em uma constelação indígena plena de significados e especificidades. Em quatro anos de pesquisa, o professor atestou, por meio de oficinas de astronomia realizadas na tribo, a importância dos astros na identificação dos fenômenos cíclicos da natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7shiyeE7d1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A ideia era compreender e registrar como os astros guiavam essa comunidade na pesca e colheita, por exemplo, podendo, a partir da observação celeste, prever florações, frutificações, cheias dos rios e aumento da presença de insetos, por exemplo. A partir do que chamou de “treino de medidas angulares das estrelas usando as mãos”, foram compostos 47 Cadernos de Constelações, com desenhos e anotações ilustrando os traçados astronômicos segundo suas observações celestes.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Os Tukano possuem um modo muito próprio de classificar as constelações, que são seres ou gentes, gente-estrela (ñohkoa mahsã), que vivem na camada do céu (umuse pati). As constelações são consideradas objetos ou seres da época da primeira humanidade, que surgiu no que intitulam de maloca do Céu (Umuse Wikhã)”, explicou. Aña Nimaga/Jararaca corresponde, por exemplo, à constelação de Escorpião, e Muhã/Jacundã a Aquário. &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;A identificação dos corpos celestes pelo povo Ticuna e os significados gerados a partir dessa apreensão foram apresentados pela antropóloga Priscila Faulhaber, pesquisadora do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Foto: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28083009304</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28083009304</guid><pubDate>Thu, 26 Jul 2012 19:33:00 -0300</pubDate></item><item><title>Imagens do Cotidiano da SBPC
por Mariana Costa</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o3_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o4_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o5_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o8_r1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7sa74novs1rbe3d2o9_r1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens do Cotidiano da SBPC&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;por Mariana Costa&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28072688891</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28072688891</guid><pubDate>Thu, 26 Jul 2012 16:59:00 -0300</pubDate></item><item><title>Jovens cientistas da UnB divulgam suas pesquisas na SBPC</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7s6hg5Qst1rtbf6l.jpg"/&gt;O calor intenso e as acomodações adversas não tiraram o entusiasmo dos jovens cientistas da Universidade de Brasília (UnB) na divulgação de seus resultados de pesquisa na 64ª Reunião da SBPC, que prossegue no campus da UFMA, em São Luís, até essa sexta-feira, 27 de julho. Em um espaço montado para a exibição dos pôsteres, 72 alunos de graduação da UnB, selecionados para a Jornada Nacional de Iniciação Científica, mostram o que vêm produzindo em suas primeiras formações acadêmicas, abordando os mais variados temas, que vão de questões culturais até temas da Física.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!-- more --&gt;Sob uma sensação térmica superior a 40º e em um ambiente escuro e pouco ventilado montado no Ginásio de Esportes da UFMA, os alunos vêm-se revezando, nesses cinco dias do congresso, para expor trabalhos científicos e práticas de ensino. Para o estudante de Física de Matéria Condensada, do &lt;em&gt;campus&lt;/em&gt; de Planaltina, Atailson da Silva, “a oportunidade é boa principalmente para exercitar o didatismo, pois precisamos de muita habilidade para explicar assuntos técnicos e complexos para não iniciados”. O nome de sua pesquisa – “Investigação de estabilidade coloidal de fluidos magnéticos aquosos” – atesta esse desafio. Em uma breve explicação, o jovem, que cursa o 8º semestre, falou sobre o desafio de se articular conceitos de física e química para elucidar como a termodinâmica atua em substâncias solventes. Atailson cursa licenciatura e pretende ser professor.&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7s6iwJupd1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A mesma preocupação é compartilhada pelas estudantes de Ciências Naturais Bárbara Sardinha e Daniela Evangelista, também da UnB. As pesquisadoras propuseram um modelo para o ensino de ciências no ensino fundamental. Elas atestaram dificuldades de aprendizagem em alunos repetentes da rede pública de Planaltina, DF, “principalmente na apreensão de conteúdos abstratos, como os de Química”. Para contornar essa situação, Bárbara e Daniela trabalharam com os estudantes representações plásticas de diversos compostos químicos - como amônia, glicose, adrenalina - a partir de bolas de isopor pintadas e outros materiais plásticos, sendo possível, assim, demonstrar como as estruturas de carbono e hidrogênio podem ser “visualizadas e melhor compreendidas”. As jovens cientistas cursam o sexto semestre e também desejam atuar como professoras.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7s6lavPCJ1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A formanda em Artes Cênicas, Camila Paula Soares, apresentou em São Luís uma avaliação de uma forte e genuína tradição maranhense no Distrito Federal. A dança folclórica típica “Cacuirá Filha Herdeira”, que marca há 30 anos a identidade de mais de 50 comunidades no Maranhão, foi levada para a cidade de Sobradinho, em 1990, por uma senhora conhecida como Dona Elisena Maria. “Meu trabalho está centrado na reflexão do papel da mulher negra nessa comunidade. São mulheres admiráveis, fortes, emancipadas e libertárias, em geral mãe solteiras, chefes de família bem resolvidas sexualmente e independentes financeiramente”, conta.  “O Maranhão é o único estado brasileiro onde as mulheres conduzem festas populares tocando caixa e cantando suas tradições, a exemplo da Festa do Divino na cidade de Alcântara”, afirma. A intenção de Camila é desdobrar sua pesquisa com ênfase nas mulheres negras em um possível e próximo projeto de mestrado.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7s6mhBOGq1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Fotos: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28067510798</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28067510798</guid><pubDate>Thu, 26 Jul 2012 15:37:00 -0300</pubDate></item><item><title>Os saberes tradicionais da SBPC</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7s4q6dsBA1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos espaços onde o tema dessa edição da SBPC – Ciências e Saberes Tradicionais para enfrentar a pobreza – está mais bem representado é o pátio do Centro de Ciências Humanas da UFMA. Lá barraquinhas montadas para venda de artesanatos revelam mais do que se pode esperar de uma feira com essa temática. Por trás delas estão histórias de como a sabedoria popular junto com o conhecimento foram decisivos na construção de uma vida mais digna.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O Grupo de Mulheres Negras Maria Firmina é um exemplo. Nascidas de um movimento popular de luta pela moradia no município maranhense de Paço do Lumiar, elas encontraram uma saída criativa para gerar renda: a fabricação de brinquedos educativos. “Depois da conquista da casa percebemos que isso não bastava”, conta Maria Luiza Mendes, uma das coordenadoras do projeto. “Tentamos várias experiências, incluindo as mais comuns como a produção de bijuterias”.&lt;br/&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;br/&gt;No fim das contas, o grupo aproveitou a experiência de algumas mulheres em trabalhos com madeira para investir no ramo da brincadeira. “Fomos atrás de cursos de artesanato oferecidos pela Fundação Nacional da Criança e pesquisamos por conta própria qual era o tipo de brinquedo mais adequado para cada faixa etária”, diz Maria Luiza. Os brinquedos relembram as brincadeiras tradicionais: amarelinha, telefone sem fio e jogos de tabuleiro. “As crianças gostam muito porque é uma coisa diferente e difícil de encontrar hoje em dia”, diz a representante do grupo, que atualmente faz brinquedo por encomenda e até dá cursos profissionalizantes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em outra barraca, a Cooperativa para Dignidade do Maranhão exibe caixas, potes e cadernos feitos com material reciclado. A missão do grupo é nobre: dar uma alternativa de vida a pessoas que foram resgatadas do trabalho escravo. “Oferecemos cursos profissionalizantes e também incentivamos que elas retomem os estudos”, diz Viviane Veloso, assessora de vendas da cooperativa. O projeto atua principalmente no município de Açailândia, região onde ainda é encontrado muitos casos de trabalho escravo, especialmente em carvoarias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Francisco Brasileiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fotos: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28064452000</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28064452000</guid><pubDate>Thu, 26 Jul 2012 14:47:00 -0300</pubDate></item><item><title>Pesquisa comprova eficácia da melatonina no tratamento de enfermidades graves</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por ter seus níveis aumentados em ambientes escuros, a melatonina foi, por décadas, associada exclusivamente à regulação do sono. A professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Regina Pekelmann Markus, comprovou que o hormônio produzido pela glândula pineal cumpre outro importante papel: é um anti-inflamatório poderoso. O estudo abre um novo caminho para tratar enfermidades como derrames e ferimentos em pacientes com diabetes, câncer e Aids. Em palestra ministrada, nesta quinta-feira, 26, a professora do Laboratório de Cronofarmacologia, do Instituto de Biologia da USP, contou de sua pesquisa que resultou na descoberta de que o organismo produz melatonina em locais com inflamação, passando a operar como significativo elemento de defesa.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7rzeuF3gI1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em uma aula aberta, a professora mostrou como a melatonina atua no sistema neural central, impedindo que certas células de defesa, os neutrófilos, entrem nos tecidos. Explica: &amp;#8220;quando os neutrófilos atravessam em direção ao tecido, produzem uma montanha de óxido nítrico e radicais livres, matam tudo que está em volta e se matam, na expectativa de estarem matando tudo que está errado, ou seja, comportam-se como são verdadeiros camicazes”.  Desse modo, a melatonina evita que células kamicazes agridam células saudáveis, levando a doenças.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Desde a década de 80, Regina Markus e seu grupo de pesquisa têm trabalhado com ratos – sabidos animais noturnos – para avançar no estudo da interação entre o tempo biológico e a administração de medicamentos, a chamada cronofarmacologia. Foi buscando entender os fatores de envelhecimento que a pesquisadora chegou a seu achado científico, resultados bem distintos aos esperados nos mamíferos com quadro clínico de inflamação.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sua hipótese foi comprovada: a de que quando alguém se fere ou tem alguma inflamação, a glândula pineal para de produzir melatonina de maneira a permitir que os neutrófilos entrem nos tecidos e combatam bactérias. Perseguindo a relação entre a parada de produção de melatonina pela pineal e o aparecimento desta nos locais das feridas, é que concluiu que as células de defesa ativadas produzem melatonina. “Graças à mastite (inflamação mamária) que tive, à época que dei à luz à minha filha, percebi que era possível essa aplicação em seres humanos”, conta.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Sem dúvida, dispomos de um novo paradigma científico, importante para as ciências médicas, o eixo imuno-pineal”, afirma. Regina aproveitou para deixar uma advertência, a do uso indiscriminado da melatonina, seja como complemento alimentar seja como indutor do sono. No Brasil, a comercialização do hormônio está proibida pela Anvisa e, mesmo assim, a utilização clandestina ocorre em larga escala, &amp;#8220;podendo gerar comprometimentos colaterais&amp;#8221;, como risco de hemorragia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Foto: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28058492566</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28058492566</guid><pubDate>Thu, 26 Jul 2012 13:04:00 -0300</pubDate></item><item><title>SBPC divulga nota de esclarecimento sobre cotas</title><description>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A coordenação nacional da SBPC divulgou, nesta quarta-feira, 25, uma nota de esclarecimento sobre um manifesto publicado pela entidade a respeito do projeto de Lei 180/2008 do Senado Federal - que universaliza as cotas nas universidades públicas federais -, solicitando sua não aprovação. No documento, a Sociedade defende o princípio da autonomia universitária, aproveitando para reiterar sua posição em defesa de alguns modelos de cotas e outros tipos de ações afirmativas adotadas nas instituições públicas de ensino superior. Leia &lt;a href="A%20coordena%C3%A7%C3%A3o%20nacional%20da%20SBPC%20soltou%20uma%20nota%20de%20esclarecimento%20sobre%20as%20cotas,%20nesta%20quarta-feira,%2025,%20solicitando%20a%20n%C3%A3o%20aprova%C3%A7%C3%A3o%20do%20projeto%20de%20Lei%20180/2008,%20do%20Senado%20Federal,%20que%20destina%20metade%20das%20vagas%20das%20universidades%20aos%20estudantes%20do%20ensino%20m%C3%A9dio%20em%20escolas%20p%C3%BAblicas.%20No%20documento,%20a%20Sociedade%20defende%20o%20princ%C3%ADpio%20da%20autonomia%20universit%C3%A1ria,%20aproveitando%20para%20reiterar%20sua%20posi%C3%A7%C3%A3o%20em%20defesa%20de%20alguns%20modelos%20de%20cotas%20e%20outros%20tipos%20de%20a%C3%A7%C3%B5es%20afirmativas%20adotadas%20nas%20institui%C3%A7%C3%B5es%20p%C3%BAblicas%20de%20ensino%20superior.%20O%20ex-reitor%20e%20professor%20aposentado%20da%20Universidade%20de%20Bras%C3%ADlia%20(UnB),%20Lauro%20Mohry,%20que%20tamb%C3%A9m%20integra%20o%20conselho%20da%20SBPC,%20endossa%20essa%20posi%C3%A7%C3%A3o:%20n%C3%A3o%20podemos%20admitir%20que%20o%20retirem%20o%20direito%20das%20universidades%20de%20selecionarem%20seus%20pr%C3%B3prios%20estudantes.%20O%20processo%20de%20cotas%20nas%20universidades%20merece%20muito%20rigor%20e%20controle.%20A%20autonomia%20universit%C3%A1ria%20%C3%A9%20uma%20grande%20conquista%20nossa,%20avalia.%20"&gt;aqui&lt;/a&gt; a nota divulgada.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;O ex-reitor e professor aposentado da Universidade de Brasília Lauro Mohry, que também integra o conselho da SBPC, endossa essa posição: “Não podemos admitir que retirem o direito das universidades de selecionarem seus próprios estudantes&amp;#8221;, disse. &amp;#8221;O processo de cotas nas universidades merece absoluto rigor e controle”, avaliou. &amp;#8220;A autonomia universitária é uma grande conquista nossa, e não podemos retroceder nisso.&amp;#8221;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.sbpcnet.org.br/site/home/home.php?id=1689"&gt;&lt;a href="http://www.sbpcnet.org.br/site/home/home.php?id=1689"&gt;http://www.sbpcnet.org.br/site/home/home.php?id=1689&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28002387486</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/28002387486</guid><pubDate>Wed, 25 Jul 2012 17:43:00 -0300</pubDate></item><item><title>Maranhão no tempo dos dinossauros</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img align="middle" height="400" src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7qi86Rohc1rtbf6l.jpg" width="287"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;O rico patrimônio pré-histórico do Maranhão foi apresentado nesta quarta-feira, 25, a pesquisadores e curiosos que assistiram à palestra “Paleontologia como veículo de desenvolvimento sustentável no Brasil e o potencial do registro fóssil no Maranhão”, do professor da UFMA Manuel Alfredo Araújo. Na conferência, o pesquisador descreveu o &lt;/span&gt;&lt;span&gt;cenário do norte do estado - repleto de variadas espécies de dinossauros e vegetações gigantes - durante o período Cretáceo, há 95 milhões de anos. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Recentemente, cientistas brasileiros identificaram no litoral maranhense os restos fósseis do &amp;#8220;Oxalaia quilombensis&amp;#8221;, espécie de espinossaurídeo considerada o maior dos dinossauros carnívoros a ter habitado o país. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Segundo o professor Manuel Araújo, a maior riqueza fóssil do estado está nos sítios paleontológicos Ilha do Cajual, Coroatá e Itapecuru Mirim. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Para ele, os achados - que incluem ainda o Titanossaurus, herbívoro quadrúpede que podia atingir mais de 25 metros de comprimento, e outros gigantes carnívoros como o Carcharodontosaurus, que chegavam a 14 metros -, constituem mais uma importante leva de informações sobre a pré-história remota do nordeste brasileiro, com implicações no conhecimento mais detalhado sobre os efeitos que a separação continental, entre América do Sul e África, teve sobre a fauna da época.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Durante a palestra, Araújo revelou que a comunidade científica tem a intenção de dar visibilidade a esses achados paleontológicos por meio de um parque temático - o Safári Cretáceo - que simule um ambiente do período. Para o professor, o projeto, que aguarda apoio governamental, seria de grande apelo turístico, agregando importantes recursos para o estado do Maranhão e beneficiando as comunidades pobres próximas às escavações científicas.  &lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7qjhlYsSk1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Manuel Araújo encerrou sua apresentação com um dos artigos da Declaração Internacional dos Direitos à Memória da Terra, espécie de “bíblia” dos geólogos: “Da mesma forma como uma velha árvore registra em seu tronco a memória de seu crescimento e de sua vida, assim também a Terra guarda a memória do seu passado. Nas rochas, nos fósseis e nas paisagens, a Terra preserva uma memória passível de ser lida e decifrada”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Foto: Divulgação do Museu Nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27998874279</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27998874279</guid><pubDate>Wed, 25 Jul 2012 16:49:00 -0300</pubDate></item><item><title>Imagens do Cotidiano da SBPC
Por Mariana Costa</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7q97b6F6g1rbe3d2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7q97b6F6g1rbe3d2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7q97b6F6g1rbe3d2o3_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7q97b6F6g1rbe3d2o4_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7q97b6F6g1rbe3d2o5_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7q97b6F6g1rbe3d2o6_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens do Cotidiano da SBPC&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27991207941</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27991207941</guid><pubDate>Wed, 25 Jul 2012 14:42:00 -0300</pubDate></item><item><title>SBPC fará abaixo-assinado por recursos para a educação</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7q8vwfpkg1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Cinquenta por cento dos recursos do pré-sal devem ir para a educação, ciência e tecnologia. Essa foi a bandeira levantada, nesta quarta-feira, 25, pelo conceituado físico e químico Sérgio Mascarenhas - considerado presidente de honra da SBPC -, em conferência na qual apresentou ideias para alavancar o desenvolvimento científico e social do país. A proposta, que também inclui a destinação de 10% do PIB para a educação, integrará um abaixo-assinado buscando adesões de pesquisadores de todo o país. A presidente da SBPC, Helena Nader, acatou a sugestão prontamente, comprometendo-se a iniciar a distribuição ainda hoje. “Vamos cuidar para que as pessoas não saiam daqui antes de assinar o documento”, disse.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; A luta pela valorização da educação é antiga e mobilizou a sociedade civil em vários protestos durante o ano. No fim de junho, na Câmara dos Deputados, a Comissão de Educação e Cultura (CEC) do Plano Nacional de Educação aprovou a aplicação de 10% do PIB, ao longo de dez anos, a políticas da área. A proposta, que ainda depende da aprovação no Senado para começar a valer, prevê um patamar intermediário de 7% antes de alcançar a meta final. “Perdemos a oportunidade de colher assinaturas para a causa durante a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, que reuniu 19 milhões de jovens do país, mas ainda há tempo para circular um documento entres os participantes da reunião da SBPC”, afirmou Mascarenhas.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;br/&gt;Sensibilizado pela apresentação do Nobel Dan Shechtman, o cientista fez uma sugestão lúdica: que fosse realizado um concurso, entre os jovens da cidade de São Luís, para identificar padrões semelhantes aos dos “quasicristais” identificados por Shechtman nos azulejos da capital maranhense. “Acho que seria muito bacana se deixássemos um projeto cultural para a cidade”, disse.&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; O cientista fez uma retrospectiva das principais revoluções científicas da humanidade e aproveitou para apresentar outras propostas voltadas aos avanços da produção científica no país. Uma delas é a realização de uma Olimpíada do Conhecimento &lt;/span&gt;&lt;span&gt;paralelo às Olimpíadas de 2016. “Depois de um evento esportivo como esse, sobrarão estádios e centros esportivos - e em uma Olimpíada do Conhecimento sobrariam escolas, centros de pesquisa e o próprio conhecimento”, defendeu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Ovacionado pela comunidade científica - e chamado de “guru” tanto por Helena Nader quanto pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp -, o professor tem uma vida dedicada à pesquisa e à ciência, sendo fundador de importantes centros de pesquisa e conhecimento do país, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto de Física e Química de São Carlos e a Fundação de Pesquisas Adib Jatene.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;Por Francisco Brasileiro&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;Foto: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27990860492</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27990860492</guid><pubDate>Wed, 25 Jul 2012 14:37:00 -0300</pubDate></item><item><title>"A família brasileira mudou de cara", diz professora da UnB</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7osx0gfrR1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;As questões associadas às mudanças demográficas dos anos 2000 e os desafios para as políticas públicas movimentaram o debate conduzido nesta terça-feira, 24, pela professora da Universidade de Brasília Ana Maria Nogales, do Departamento de Estatística. A pesquisadora destacou como avanço no campo dos estudos demográficos a disponibilidade gratuita de informações sobre diversos estratos da população brasileira, a exemplo do levantamento amplo e sistematizado realizado pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Esse retrato pormenorizado da população confere um ótimo norte aos gestores no enfrentamento dos desafios que a transição demográfica traz”, avalia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt; “Em poucas gerações, a família brasileira – antes numerosa e hoje bem reduzida - mudou de cara, assumindo uma configuração muito mais diversificada e complexa”, afirmou. Outro fator que contribui para uma nova realidade demográfica é, conforme apontou, a diminuição expressiva do número de nascimentos e o consequente contingente maior de pessoas entrando na idade produtiva, “justamente os que serão responsáveis pela condução econômica do país”, adverte. Lembrou ainda que esses jovens, em geral, estão desassistidos. “O que verificamos, porém, é que boa parte da juventude brasileira não tem acesso a educação, lazer, trabalho, aos esperados bônus que as cidades costumam oferecer. São jovens em extrema vulnerabilidade social, envolvidos em situações de violência urbana – antes problemas do centro-sul do país, e hoje generalizados por todas as regiões do país”, diz.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sobre a nova distribuição espacial da população brasileira, eminentemente urbana, a pesquisadora considera que hoje “é um grande desafio viver em regiões metropolitanas”. Além do rápido declínio da fecundidade, a pesquisadora mencionou ainda a necessidade de as políticas públicas acompanharem uma outra curva demográfica: a do envelhecimento da população. Saúde, assistência social e previdência devem absorver essas novas demandas, defende: “Afinal, como envelhecer com dignidade em cidades que não ofertam conforto e bem-estar mínimos aos idosos?”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Participaram do debate Lara de Melo Barbosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e José Irineu Rigotti, do Centro de Desenvolvimento e Planejamento de Minas Gerais. &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ana Maria Nogales também atua como secretária-geral da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep), fórum que reúne estudiosos de demografia de todo o país.  “A recente divulgação dos resultados do censo demográfico constitui um insumo importante para refletirmos questões fundamentais ao desenvolvimento social do país”, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27938100013</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27938100013</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2012 19:49:00 -0300</pubDate></item><item><title>Imagens do Cotidiano da SBPC
por Mariana Costa</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7oqfuDyU71rbe3d2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7oqfuDyU71rbe3d2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7oqfuDyU71rbe3d2o3_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7oqfuDyU71rbe3d2o4_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7oqfuDyU71rbe3d2o6_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7oqfuDyU71rbe3d2o7_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens do Cotidiano da SBPC&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;por Mariana Costa&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27934812387</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27934812387</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2012 18:59:52 -0300</pubDate></item><item><title>Pelo livre acesso ao conhecimento</title><description>&lt;p&gt;As leis que garantem o direito à propriedade intelectual servem, na verdade, ao interesse comercial de poucos. A ideia orientou as falas dos professores Allan Rocha de Souza, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e de Ronaldo Fiani, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conferência na SBPC, na tarde desta quarta-feira, 24. Os dois condenaram a normatização nacional e internacional que rege a proteção de direitos autorais e de patente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“Hoje em dia se generalizou a ideia de que patente é essencial à inovação, por incentivar o inventor de uma nova tecnologia”, afirmou Fiani. O economista defende que outras estratégias podem ser mais adequadas para a proteção, a depender do setor: “Temos opções, como o segredo comercial, em que a empresa mantém escondidos os métodos usados para a fabricação do novo produto”. Em outros casos, segundo explica, nem mesmo esses artifícios são necessários: “Na indústria aeronáutica, por exemplo, a complexidade da tecnologia é tão grande que o tempo que um concorrente levaria para copiar uma tecnologia já serve como proteção”.&lt;!-- more --&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fiani aponta o acordo TRIPS, da Organização Mundial do Comércio (OMC), como um arranjo que beneficia apenas poucas corporações multinacionais e trava o desenvolvimento tecnológico dos países emergentes, justamente por exigir que os produtos comercializados pelos signatários sejam protegidos por patentes. O documento foi assinado em 1994 e é válido para todos os países-membros da OMC. “Ele beneficia apenas as grandes corporações”, afirma o professor. “A indústria automobilística, por exemplo, aproveita para patentear todos os componentes de um carro - e, assim, um concorrente que está começando dificilmente conseguirá escapar de um processo.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Allan Rocha, advogado que já trabalhou em uma grande produtora cinematográfica, criticou, por sua vez, a legislação de direitos autorais brasileira: “Na prática, ela só protege os interesses de investidores, não o dos autores ou do público”. Para o especialista, uma lei que beneficiasse de fato os dois grupos deveria estar focada no direito de todos ao acesso às obras. “Com a abertura proporcionada pela internet, esse acesso se tornou uma realidade - mas há uma contraposição entre o conteúdo livre na internet e as proibições legais”, disse. Allan defende que a legislação se modernize para acompanhar essa transformação: ”O acesso beneficia a todos; um autor não pode produzir coisas novas se não tiver contato com o que de melhor está sendo produzido em sua área”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Francisco Brasileiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27934584474</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27934584474</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2012 18:56:00 -0300</pubDate></item><item><title>Nobel de Química encanta público ao narrar descoberta de quasicristais  </title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7orbxw8uP1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para um auditório lotado e atento de estudantes, pesquisadores e curiosos, o cientista israelense Daniel Shechtman, ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2011, deu uma grande aula nesta terça-feira, 24, sobre sua notável descoberta: os “quasicristais”, estruturas antes consideradas impossíveis. Ocorrida no início da década de 1980, a descoberta do professor do Instituto de Tecnologia de Israel rompeu o paradigma de como a ciência concebe a matéria sólida. A conferência contou com a mediação da presidente da SBPC, Helena Nader.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Com simplicidade, simpatia e didatismo, Shechtman explicou como suas pesquisas em cristalografia – ciência surgida há exatos cem anos e voltada para o estudo dos sólidos cristalinos – resultou na descoberta do que intitulou de “quasicristais” - estruturas ordenadas da matéria, mas que não são periódicas. O professor ilustrou seu achado mostrando anotações pessoais feitas em uma manhã de 8 de abril de 1982, data em que uma imagem até então inédita para a ciência surgiu em seu microscópio: uma configuração de átomos que parecia contrariar as leis da natureza. Até então, os cientistas acreditavam que, na matéria sólida conhecida, os átomos eram armazenados em cristais que formavam padrões simétricos, repetidos periodicamente.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7ordonbpA1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Após enfrentar a sistemática objeção de seus pares - além de ostensivas retaliações por parte da própria comunidade científica, conforme narrou -, Dan Shechtman persistiu em seu propósito de comprovar empiricamente que os átomos em determinados cristais organizavam-se em um padrão não passível de repetição, conformados em uma espécie de “mosaico árabe”, à semelhança dos arabescos dispostos no Palácio de Alhambra, na região da Andaluzia, na Espanha, e no santuário islâmico medieval Darb-i-Imam, no Irã. Tanto os “quasicristais” como os mosaicos mouros seguem padrões regulares, matemáticos, mas que nunca se repetem.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;De modo irreverente e informal, o pesquisador relatou que sua insistência, acompanhada de muita autoconfiança, foi responsável pela descoberta que o notabilizou: “Foram poucas as manifestações de encorajamento, mas segui meu faro, agarrei esse osso e aqui estou eu”. Para ele, “os bons cientistas são necessariamente humildes e abertos a novas informações”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7orexfIR01rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por fim, Dan Shechtman deixou uma recomendação tanto para os que pretendem seguir o caminho da ciência quanto para os já mergulhados no universo da pesquisa: que estejam munidos de profissionalismo, tenacidade, autoconfiança e coragem. “Caso encontrem, em meio à trajetória de vocês, algo interessante e inovador, agarrem-se a isso, não declinem de suas convicções”, sugeriu.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Após a palestra, a pré-vestibulanda Jayce Adeane, 20, externou para o cientista sua emoção ao estar diante de um ganhador de Prêmio Nobel - “tão grande quanto assistir aos Beatles” - e aproveitou para elogiar os padrões geométricos de sua gravata, que “muito lembravam as estruturas dos &amp;#8216;quasicristais&amp;#8217;”. &lt;span&gt;Satisfeito com a observação que considerou “certeira”, Dan Shechtman contou que a gravata foi presente de seus colegas de universidade, idealizada e desenhada exatamente sob a inspiração de sua descoberta científica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Foto: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27933880499</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27933880499</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2012 18:46:00 -0300</pubDate></item><item><title>Os muitos desafios do programa espacial brasileiro</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7ocguZJHh1rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em conferência ministrada na manhã desta terça-feira, 24, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) e ex-professor da UnB, José Raimundo Braga Coelho, detalhou desafios enfrentados pelo programa espacial brasileiro e apresentou caminhos para enfrentá-los. Braga Coelho defendeu a integração entre a agência e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a criação de uma empresa privada para desenvolver e fabricar novos satélites.&lt;br/&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;br/&gt;Para Braga Coelho, a institucionalização da AEB - que até o momento não tem carreira própria e é composta de funcionários cedidos por outros órgãos - e a integração da agência ao Inpe são passos importantes para alavancar a pesquisa espacial brasileira. “Com essa integração seria possível discutir os projetos diretamente com os pesquisadores do Inpe, ao invés de simplesmente aguardar a entrega de extensos relatórios pelo instituto”, disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O fato de os componentes eletrônicos dos satélites não serem fabricados no Brasil é outro entrave ao desenvolvimento da pesquisa brasileira, segundo Braga Coelho. Para ele, o problema poderia ser superado por meio do fomento à qualificação em &lt;a href="http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5616"&gt;parceria com as universidades&lt;/a&gt; e da criação da nova empresa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o pesquisador, a empresa - que reuniria a &lt;em&gt;expertise&lt;/em&gt; da Telebrás e da Embraer - agilizaria a produção de novas tecnologias da área, por estar livre dos entraves impostos pela legislação do setor público. “Na administração pública, todo contrato tem prazo e preço fixos - e isso é bom para a construção civil, mas não serve para o desenvolvimento de satélites, que estão sujeitos a mais imprevistos”, observou. De acordo com ele, a AEB definiria as prioridades e a missão dos satélites que seriam encomendados à empresa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro desafio apontado pelo cientista é o baixo orçamento destinado ao programa: “Para contornar esse obstáculo, trabalhamos com a definição de prioridades e a busca por recursos fora do governo”. Braga Coelho afirmou que a Agência pleiteia que o orçamento atual do programa espacial - R$ 300 milhões - seja três vezes maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Francisco Brasileiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Foto: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27915779086</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27915779086</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2012 13:55:00 -0300</pubDate></item><item><title>Imagens do 1º dia
por Mariana Costa</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o3_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o4_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o7_r1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o8_r1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7o0qdWx1W1rbe3d2o9_r1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Imagens do 1º dia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;por Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27905621294</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27905621294</guid><pubDate>Tue, 24 Jul 2012 09:44:00 -0300</pubDate></item><item><title>Pelo patrimônio dos povos, contra a espoliação do conhecimento  </title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7n2j3IYD51rtbf6l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A questão dos conhecimentos tradicionais associados a recursos genéticos foi apresentada ao público da 64ª reunião da SBPC na tarde desta segunda-feira, 23, pela pesquisadora da Universidade de Brasília e especialista em etnologia indígena Ana Gita Oliveira. A pesquisadora - que tem mestrado e doutorado em Antropologia pela UnB e é hoje gestora do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - defendeu que certos instrumentos legais devem ser revistos para assegurar os direitos das comunidades nas quais são realizadas pesquisas científicas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Historicamente é negado o protagonismo das chamadas comunidades tradicionais, como povos indígenas e quilombolas, que costumam ficar à margem das decisões sobre a apropriação desses produtos e conhecimentos extraídos de suas tradições e locais de origem”, avalia Ana Gita. “A extração de recursos naturais costuma movimentar bilhões de dólares em todo o mundo - e, por isso, é necessária uma legislação que contenha a espoliação desses povos”, explica, complementando que “jamais se repartiu benefício com essas comunidades”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!-- more --&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A especialista informou ainda que a Medida Provisória 2186-16, de 2011, credenciou o Iphan na autorização do acesso a conhecimentos tradicionais associados à rede de genéticos para fins de pesquisa científica. Segundo sua avaliação, essa legislação passou a estimular a participação de comunidades tradicionais nos contratos, conferindo a elas “o direito de dizer não aos grupos científicos”. Segundo Ana Gita, agora o pesquisador tem de pedir autorização às comunidades, negociando todo e qualquer consentimento, até mesmo com contrapartidas que lhe sejam interessantes, como a repartição dos benefícios desse conhecimentos tradicionais associados.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Promover a conservação da biodiversidade por meio do uso dos recursos genéticos e da valorização do conhecimento tradicional associado é algo que a comunidade científica deve mirar e respeitar - mas o sistema de propriedade intelectual ainda não foi pensado e não dá conta desse modo &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt; de adquirir e consolidar conhecimento”, finalizou.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Por Luciana Barreto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Fotografia: Mariana Costa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27870663849</link><guid>http://unbnasbpc.tumblr.com/post/27870663849</guid><pubDate>Mon, 23 Jul 2012 21:15:00 -0300</pubDate></item></channel></rss>
